Pensando a gestão do conhecimento em organizações não-competitivas
Arnaud F. Baltar Neto
É uma certa forma de olhar a organização em busca de pontos dos processos de negócio em que o conhecimento possa ser usado como vantagem competitiva. Com esta frase genial o saudoso Jayme Teixeira, em seu livro, conceitua Gestão do Conhecimento. Embora nem sempre explicitada, a competitividade constitui-se no principal foco sempre que se fala em Gestão do Conhecimento, e a razão de ser desta usualmente vincula-se à demanda das empresas em ampliar sua competitividade através da agregação do conhecimento como valor. Entretanto, existem organizações não-competitivas, como muitas que atuam no chamado Terceiro Setor, para quem a busca pela competitividade é destituída de sentido, mas que, ao mesmo tempo, representam campo fértil e bastante adequado para a aplicação da Gestão do Conhecimento, desta vez como estratégia de: aperfeiçoamento da gestão dos escassos recursos disponíveis, dinamização de seus processos, fundamentação das tomadas de decisões, enriquecimento de seu capital intelectual e social e obtenção de resultados melhores e mais efetivos em seus programas e projetos. Com este trabalho objetiva-se trazer uma reflexão sobre o tema e despertar a comunidade de Gestão do Conhecimento a uma atuação mais efetiva no Terceiro Setor.
