Conhecimento organizacional no Sistema de Gestão… Seria um bom momento para gerir o conhecimento?

S PorSBGC 3 min de leitura
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O mundo mudou. A forma de buscar conhecimento também. O advento da internet e facilidade em relação a busca pelo saber chega a diferenciar uma geração de outra, como as características de pessoas da geração Y, com outras da geração Z, por exemplo. Nossas vidas mudaram e hoje não conseguimos mais lembrar de como era a vida sem youtube, aplicativos que utilizam GPS, Whatsapp e, muito em breve, o Chat GPT, isto é, se hoje o conhecimento está tão fácil que precisamos filtrar o que queremos aprender… Por que isso seria diferente no mundo corporativo?

Lembro-me de quando comecei a atua em implantação de Sistemas de Gestão da Qualidade em 2006. Na época, a ISO 9001 trazia a necessidade de seis procedimentos obrigatórios, dentre eles o procedimento de controle de documentos. Naquela época, parecia que a norma era mais burocrática, mas não tanto quanto suas antecessoras. Não digo que a versão mais atual, a de 2015, seja menos exigente, mas traz um requisito muito mais inteligente. Falo do requisito 7.1.6 – Conhecimento organizacional.

Por não estabelecer exatamente o escopo do que deve ser documento, a norma requisita que a empresa determine qual o conhecimento organizacional que deve ser mantido, desse modo, pode-se sentir a necessidade de gerenciar o conhecimento. O desafio é identificar os conhecimentos críticos e quais os melhores meios para documentá-los, sem que a organização fique engessada e impossibilite a realização de melhorias (outro requisito normativo). De qualquer maneira, a organização precisa proporcionar um ambiente adequado para que este conhecimento seja retido e disseminado de maneira adequada.

Diante do exposto, assim como as pessoas físicas precisam filtrar o que convêm conhecer e estudar, já que vivemos em um mundo repleto de possibilidades e fácil acesso a qualquer conhecimento, é notório que as organizações que queiram manter a continuidade dos negócios, necessitam da mesma forma conhecer qual o conhecimento é relevante para retenção e disseminação. Isto sem levar em consideração outro universo: a criação do conhecimento e inovação que, embora ainda não seja um requisito da norma supracitada, pode ser um diferencial competitivo para as organizações.

Minibio - Rafael Brasoloto

Engenheiro de Produção Mecânica pela Universidade Paulista (2012), com MBA em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Escola Politécnica da USP (2019), com cerca de 17 anos de experiência nas áreas de Gestão e Garantia da Qualidade, cuja carreira iniciou-se após os cursos Técnico em Mecânica (2005) e Técnico em Qualidade e Produtividade (2006), ambos pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é Engenheiro de Controle da Qualidade na empresa Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A., está buscando a certificação em gestão do conhecimento e cursando a Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.

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